Posted by admin on 17 de julho de 2015 in MENSAGENS DE ÂNIMO with No Comments


“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? — Então,  aproximando­se, lançaram mão de Jesus e o prenderam.” (MATEUS, 26: 50)  É significativo observar o otimismo do Mestre, prodigalizando  oportunidades ao bem, até ao fim de sua gloriosa missão de verdade e amor, junto  dos homens. Cientificara­se o Cristo, com respeito ao desvio de Judas, comentara amorosamente o assunto, na derradeira reunião mais íntima com os discípulos, não  guardava qualquer dúvida relativamente aos suplícios que o esperavam; no entanto, em se aproximando, o cooperador transviado beija­o na face, identificando­o perante os verdugos, e o Mestre, com sublime serenidade, recebe­lhe a saudação  carinhosamente e indaga: Amigo, a que vieste? Seu coração misericordioso proporcionava ao discípulo inquieto o ensejo ao  bem, até ao derradeiro instante. Embora notasse Judas em companhia dos guardas que lhe efetuariam a prisão, dá­lhe o título de amigo. Não lhe retira a confiança do minuto primeiro, não  o maldiz, não se entrega a queixas inúteis, não  o recomenda à posteridade com acusações ou conceitos menos dignos. Nesse gesto de inolvidável beleza espiritual, ensinou­nos Jesus que é preciso oferecer portas ao bem, até à última hora das experiências terrestres, ainda que, ao término da derradeira oportunidade, nada mais reste além do caminho para o  martírio ou para a cruz dos supremos testemunhos.

Livro Caminho, Verdade e Vida-lição 90

Espirito Emmanuel- Francisco Cândido Xavier.

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