Posted by admin on 11 de maio de 2012 in APRESENTAÇÃO with No Comments


Complementando as tarefas da noite de 2 de dezembro de 1954, o grupo foi surpreendido com a presença do Irmão Mozart, desencarnado há tempos, que, por intermédio Chico Xavier, relatou sua triste história.

Mozart fora pessoalmente conhecido de alguns dos companheiros da agremiação ali presentes, e seu comunicado os fez lembrar das palavras do Divino Mestre: “Muito se pedirá de quem muito recebeu.”

Meus irmãos.

Sou um mendigo de consolação, batendo-vos à porta. Lembro-me da seara espírita com a tortura do exilado, chorando o paraíso perdido, e recordo a mediunidade com a aflição do lavrador, carregado de remorsos por haver sentenciado a enxada que lhe era própria ao desvalimento e à ferrugem.

Noutro tempo, partilhei o pão que vos nutre a mesa, no entanto, envenenei-o com a lama da vaidade e sofro as consequências.

Benfeitores espirituais auxiliaram-me na obtenção das preciosas oportunidades que desfrutei em minha última existência na Terra, contudo, apesar de desligado agora do veículo físico, ainda não consegui amealhar suficiente luz para reaver o caminho de retorno a eles.

Tenho os horizontes mentais sob o fumo do incêndio que ateei no meu próprio destino.

Amparado por recursos da Vida Superior, sob a flama de ardente entusiasmo, comecei a missão da cura…

Utilizando a prece, via fluir por meus dedos a energia radiante e restauradora, extasiando-me ante as feridas que se fechavam, ante as dores que desapareciam e ante os membros semimortos que readquiriam movimento.

Com o trabalho veio o êxito e com o êxito chegaram as considerações públicas e os caprichos individuais satisfeitos que me fizeram estremecer…

Não consegui suportar a coroa de responsabilidade que me ornava a cabeça, resvalando na perturbação e na inconsciência.

Asseverando-me espiritualista, recolhi do Espiritismo e do Esoterismo conhecimentos e princípios que me favoreceram a extensão da influência pessoal.

Cego para as lições claras da vida e surdo aos apelos de ordem moral, intentei dominar as mentes alheias e explorá-las a meu bel-prazer.

Manejando a força magnética, encastelei-me no poder oculto…

Tarde, porém, reconheci que o poder oculto, sem o poder do reto pensamento, é tão perigoso para a alma quanto o dinheiro mal conduzido ou a ciência mal aplicada, que esbarram, invariavelmente, na extravagância ou no arrependimento, na loucura ou na morte.

Em minha insensatez, acreditando-me dono da luz, pretendi substituir os Instrutores Espirituais que se expressavam por intermédio de minhas mãos, entretanto, ai de mim!… A candeia sem combustível confunde-se com as trevas…

E eu que desejava escravizar, acabei escravizado; que sonhava honrarias, adquiria a vergonha; que me propunha deter a fortuna, terminei possuído pela indigência; que admitia vencer, vi-me derrotado, em pavorosa humilhação…

E, atravessando a grande fronteira, sou ainda um enfermo em dolorosa experiência.

É por isso que, em me reconfortando ao contacto de vossa casa simples e de vossas orações sinceras, deixo-vos, com o meu reconhecimento, os meus pobres apelos:

— Espiritualistas, Espiritistas e Esoteristas, orai e vigiai! Não vos interesseis simplesmente por vosso bem-estar, olvidando o bem-estar dos outros!…

Não fujais ao trabalho.

Não vos furteis ao estudo.

Não olvideis a simplicidade!

Não eviteis a luz!…

E, sobretudo, para que aflitivas surpresas não vos povoem a estrada futura, tende por norma, além dos apontamentos, avisos e diretrizes dos orientadores que se responsabilizam por nossos campos de atividade, o roteiro do Mestre dos mestres, que nos ensinou para a conquista real da felicidade o extremo sacrifício a favor do próximo e que nos legou a cruz da renunciação, como sublime talismã, capaz de garantir-nos a vitória na vida eterna!…

Do cap. 39 do livro Instruções Psicofônicas, de Espíritos Diversos, por intermédio do médium Francisco Cândido Xavier.

Posted by admin on 4 de maio de 2012 in APRESENTAÇÃO with No Comments


 

 

Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.


Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.


Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as idéias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.


Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

*

Cultivemos a caridade do pensamento.


Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.


No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.

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