Posted by admin on 28 de maio de 2011 in APRESENTAÇÃO with No Comments


 O conhecimento que o Espiritismo proporciona causa profundo impacto em todas as áreas do conhecimento e dos relacionamentos humanos. A visão que ele apresenta da família é um exemplo dessa afirmativa. Essa influência é notadamente percebida na desierarquização das funções e requalificação de responsabilidades.

            Mesmo enquanto na função de pais, filhos, netos, cônjuges, os Espíritos que compõem o núcleo familiar são essencialmente irmãos em trajetórias evolutivas individuais, cada qual com sua bagagem, herança do passado, e com missões a serem desempenhadas no presente, com vistas ao futuro. Estão reunidos neste pequeno grupo social consangüíneo com muitos objetivos em comum, unidos por laços de simpatia ou não.

            Nessa visão, o modelo de autoridade e a importância da função se diluem no respeito a cada individualidade e compromissos assumidos por cada um. Mesmo sob esta ótica, os pais (ou quem faça este papel) jamais perdem a responsabilidade e a função de educar, orientar, conduzir os Espíritos que vieram como filhos para o caminho do bem, procurando dirimir as tendências negativas, reforçando seus aspectos positivos.

            Com a compreensão da reencarnação, somos conduzidos a vivenciar um relacionamento de entendimento. Como é possível a adversários do passado reencarnar sob o mesmo teto familiar, a convivência familiar se torna uma oportunidade valiosa de reajustes. Isso explica, muitas vezes, a aversão que pode surgir entre pais e filhos ou entre irmãos, e deve servir como um estímulo a mais para que, com dedicação e renúncia, possam promover a reconciliação pelo amor e pelo perdão.

            Cabe principalmente ao adulto, consciente dos postulados espíritas, assumir o papel de educador e orientador dos demais membros da família. Sabe-se que, algumas vezes, o Espírito que reencarna como filho é mais evoluído do que os pais, mas, mesmo assim, as funções não se invertem: ainda que não exista a hierarquia nos moldes antigos, o processo pedagógico-educacional é sempre tarefa dos pais.

            A família, na visão espírita, se torna muito maior, mais importante, mais democrática e fundamental para a evolução do Espírito imortal. Laura, no livro Nosso Lar1 informa que “o lar terrestre é que, de há muito se esforça por copiar nosso instituto doméstico; mas os cônjuges por lá, com raras exceções, estão ainda a mondar o terreno dos sentimentos, invadido por ervas amargosas da vaidade pessoal, e povoado de monstros do ciúme e do egoísmo.”

            Ainda esclarecendo a respeito das diferenças existentes entre o lar terrestre e o do plano espiritual superior, continua a amável senhora: “O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontram para o entendimento indispensável. É o templo onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente.(…) Alguns chegam a asseverar que a instituição da família humana está ameaçada. Importa considerar, entretanto, que, a rigor, o lar é conquista sublime que os homens vão realizando vagarosamente.”

            Assim, com o cultivo permanente da harmonia no lar, do amor, da prática do perdão, do respeito mútuo, a família, esta inigualável conquista da evolução humana, será o verdadeiro agente transformador para uma sociedade mais fraterna e justa.

Luis Roberto Scholl
1XAVIER, Francisco C. Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz. Rio[de Janeiro]: FEB, 20 ed. 1978. p.110-111.

Fonte site Seara do Mestre

www.searadomestre.com.br

Posted by admin on 15 de maio de 2011 in APRESENTAÇÃO with No Comments


Um avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
“Deixe-me contar-lhe uma história.
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que “aprontaram” tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
“Lutei muitas vezes contra estes sentimentos”.
E ele continuou: “É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa.
Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva.
Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!
“Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”.
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou: “Qual deles vence, Vovô?”
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
“Aquele que eu alimento”.

 

(Desconheço o Autor)

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