Posted by admin on 17 de maio de 2013 in ESTUDOS with No Comments


 

 

 

 

 

 

 

 

Neste mês de maio em que se comemora o mês das noivas, preparamos com muito carinho este Tema sempre tão importante para a humanidade: O casamento na visão Espírita. Esperamos que este assunto nos conduza ao caminho certo.

O Namoro

Todo o relacionamento conjugal precede de um determinado tempo de maturação afetiva, marcado por um período denominado NAMORO.
O Namoro, segundo a visão espírita, se traduz por suave encantamento, onde dois seres descobrem um no outro de maneira “imprevista”, motivos e apelos para a entrega recíproca, numa relação matrimonial e familiar.
No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às Leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afetivo e sexual.
Embora os estudos terrenos estejam propensos a designarem a atração entre dois seres através da libido, não podemos negligenciar que esta ligação vai além do físico, pois contamos com inteligências desencarnadas neste “jogo afetivo” resguardando e guiando companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

O Casamento

O Espiritismo ensina-nos que o casamento “é um progresso na marcha da Humanidade” e que a sua abolição significaria o “retorno à vida animal”.
(O Livro dos Espíritos, Questões 695 e 696 )

O casamento ou união de dois seres origina um regime de vida em comum pela qual duas criaturas se confiam uma à outra no campo da assistência mútua, na criação e desenvolvimento de valores para a vida implicando em direitos e deveres de um para com o outro.
Para além da união física e moral, o ser liga-se a outro com um compromisso afetivo, sendo estabelecido entre ambos um circuito de forças pelo qual se alimentam psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade.
Quase sempre recebemos como cônjuge a quem muito prejudicamos no passado ou a quem conduzimos ao desequilíbrio.
Há quem fuja à responsabilidade do matrimônio para evitar problemas ou sofrimentos inerentes aos compromissos previamente assumidos no plano espiritual. Estará assim adiando o seu resgate.
(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
A maior parte dos relacionamentos matrimoniais que se distinguem felizes, só o são, relativamente pelas afinidades de suas inclinações e instintos.
Apenas nas esferas superiores, advertem-nos a Espiritualidade, é que se encontra a verdadeira união e reciprocidade entre os espíritos.

União Feliz

Quando dizemos que ansiamos para encontrar a nossa “cara metade”, estamos desejando uma relação a dois feliz. Pensamos encontrar alguém que nos complemente de todas as formas.
Geralmente marcada por resgates de provas ou expiações, é o tipo de união mais propenso no nosso estágio evolutivo. Com mais ou menos intensidade, dependerá de várias condicionantes pretéritas para determinar a sua complexidade.
Nas ligações terrenas encontramos as grandes alegrias; no entanto é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isto porque, embora não percebamos de imediato, recebemos “quase sempre no companheiro da vida íntima os reflexos de nós próprios”. (Emmanuel)
Através dos princípios cármicos – Lei da ação e reação – vamos resgatando nossos débitos através das provas, tentações, crises ou situações expiatórias.
Aquilo que passamos hoje, possivelmente, fizemos o nosso companheiro experimentar no passado.

As Responsabilidades Mútuas

Nos casos de aborto, a responsabilidade é comum quando de conhecimento mútuo.
Em casos de casais sem filhos, a causa poderá estar fundada em infertilidade de um dos cônjuges, ou de ambos, resultando em instabilidade emocional a nível familiar. Ou no caso de um dos dois não optar por filhos, tal gerará desentendimentos também a este nível. Tanto na primeira como na segunda hipótese a situação é delicada e poderá ser encontrada uma resposta através do passado espiritual.
Terapêutica: No primeiro caso a doutrina aconselha a adoção, pois nunca se saberá se os laços espirituais estarão próximos independentemente da consangüinidade. No segundo, é recomendada a paciência e o respeito pelo outro, ponderando em conjunto a melhor solução para a manutenção da família.
O Respeito e a cooperação em casa, nos afazeres domésticos, são importantes detalhes para a manutenção equilibrada e harmoniosa de uma relação conjugal. Principalmente, nos dias de hoje, que os jovens casais fracionam o seu dia entre o seu trabalho profissional e a casa e que, muitas vezes, se vêm confrontados com situações delicadas a este respeito. A formação por parte dos pais, por melhor que seja, nem sempre se ajusta às necessidades atuais, visto que as gerações vão modificando as suas expectativas.
A cooperação nas pequenas coisas deve ser constante na vida a dois, principalmente hoje, na vida moderna.

Diálogo

Através do diálogo e bom senso, o casal passa a conversar acerca das suas diferenças e mutuamente procuram um consenso.
A primeira condição para o sucesso do diálogo está em saber ouvir.
A falta de paciência de um dos cônjuges em ouvir o outro contribui para que haja mágoa, decepção, influindo negativamente no próprio relacionamento do casal.
E quando se diz dialogar é em tom baixo e respeitoso e não pendendo para a discussão.
Terapêutica: O diálogo é edificante, a discussão desestabilizadora.
É de tal conveniência para a harmonia do casal que tanto o esposo quanto a a esposa reservem sempre tempo para conversar, seja à noite seja fins-de-semana.
É preciso não permitir que o diálogo torne-se cada vez mais raro.
O casal deve saber ceder.
Na convivência conjugal, nenhum deve deixar prevalecer a sua vontade de forma impositiva e nem deixar que o outro se anule para atender as suas exigências egoísticas.
Cada um tem a sua personalidade e consciência que precisam e devem ser respeitadas. Nenhum tem o direito de cercear a liberdade do outro, desde que esta não corrompa o respeito e as responsabilidades mútuas assumidas enquanto casal.
Infelizmente ainda possuímos o desejo de “limar” as imperfeições e defeitos do outro segundo os nossos critérios e modelos mentais.
Devemos aceitar as diferenças com carinho, respeito e dignidade.

 

As Diferenças entre os cônjuges

Não esperemos que o nosso cônjuge não tenha defeitos. Todos os temos. Bastará algum tempo de convivência para nos darmos conta dos defeitos dele e ele dos nossos.
A aceitação será o melhor caminho.
Sem dúvida o cônjuge poderá ajudar o outro a combater as suas más inclinações. Mas essa ajuda terá que ser dada com muito cuidado, de forma amiga, respeitosa, longe de terceiras pessoas, para não ferir a sua sensibilidade, caso contrário, será uma atitude profundamente infeliz e deselegante.
Infelizmente, constatamos muito mais as atitudes constrangedoras.
Para o cidadão comum, deveria representar um código de ética as atitudes baseadas na benevolência e indulgência; para nós espíritas, para além de um código de ética moral, representa uma atitude cristã.
Outro hábito anticristão é o de utilizar expressões depreciativas para os defeitos do cônjuge – incluindo
também as brincadeiras de mau gosto. As qualidades é que devem ser exaltadas contribuindo para uma harmonia constante e admiração mútua entre o casal.

Alterações afetivas no Casamento

No princípio tudo é sonho – é Lua de Mel!
Depois o quotidiano se encarrega de moldar o nosso olhar para as experiências, retirando o véu de ilusões. Em muitos casos a afeição perdura e amadurece. Mas em uma esmagadora maioria a união se desencanta e aí verificamos se os cônjuges estão unidos verdadeiramente em espírito.
Com a chegada dos filhos, a situação agrava-se, pois o carinho e a afeição que está dividida entre duas pessoas, passa a ser partilhada por mais.
O casamento repentinamente promissor “adoece”. Os desafios do quotidiano representam conflitos, moléstias, falhas de formação e temperamento.

Ciúme

A união conjugal deve estar apoiada na confiança mútua, conquistada e não imposta.

Confiança:

Motivos de abalo
Pequenas mentiras
(muitas vezes antes do casamento)
Traição
(dificilmente a confiança é reconquistada)
O cônjuge ciumento fere profundamente o outro quando por motivos infundados, arriscando o desgaste da relação e frequentemente provocando separações.
O ciumento é infeliz, vítima da sua insegurança.
Por outro lado, o cônjuge que é vítima do ciúme deve armar-se de muita compreensão para evitar o desgaste e a dissolução do casamento.
A doutrina nos orienta ajudando-nos a entender que muitas causas reais de males e aborrecimentos estão radicadas em vidas anteriores.
Terapêutica: Os cônjuges devem procurar a educação permanentemente para terem e concederem liberdade ao parceiro sem que venham a abusar dela.
Caso o desajuste seja de difícil solução deve-se sempre ponderar saídas alternativas à separação.

Crises na vida conjugal

Podem afetar ambos ou a um dos dois.
As causas podem ser as mais variadas, dentre as quais:
Problemas financeiros
(mais comuns)
Processo obsessivo
(não perceptível claramente)
Ambos os motivos podem gerar certa indiferença afetiva com evidentes repercussões no relacionamento conjugal.
O casal, principalmente o espírita, deve estar preparado para enfrentar estes momentos de crise, recorrendo a medidas preventivas que estão no Evangelho de Jesus, instruindo-se através das obras da codificação.
Problemas Financeiros – Costumam exercer grande influência no relacionamento conjugal, quando:
O marido deixar de colocar à disposição do lar o dinheiro necessário para as despesas normais.
Quando há controlo rígido por parte do marido acerca do dinheiro que disponibiliza para a esposa.
Por vezes torna-se problemático a mulher ganhar mais que o marido.
Quando há escassez ou excesso de dinheiro que possa influenciar a estabilidade emocional do casal.
A Doutrina Espírita fornece meios para que modifiquemos o nosso olhar para as diversas situações problemáticas, através do entendimento do presente, considerando as provas e expiações inerentes ao nosso passado espiritual. O ser ao deparar-se com a sua situação de vida motivada pela compreensão dos fatos, tornar-se-á mais resignado e prudente na sua conduta mental e ativa.
Estará mais motivado em todos os aspectos, fomentando a fé e a esperança no dia de hoje para que o amanhã seja mais promissor.
Portanto, não há passividade e sim atitude pacífica de aceitação e na confiança de que nada acontece por acaso.
Tanto na escassez como na abundância, o dinheiro representa um empréstimo que Deus confere aos homens para o uso ao bem geral. Alimentando paixões é desvirtuar-lhe a finalidade justa.
O dinheiro familiar deve ser empregue para a sua manutenção, sem deixar melindres tanto ao homem como à mulher, de reter a sua pequena porção para o seu uso pessoal.
Problemas obsessivos – Tanto a vítima da obsessão quanto o cônjuge, na maioria das vezes, nada percebem; porquanto os obsessores não criam o mal da vítima; apenas identificam as tendências e as estimulam de forma intensa e persistente procurando exacerbá-las.
Entre as várias conseqüências da ação obsessiva, a que ocorre com mais freqüência é a

 

 

 

 

INFIDELIDADE CONJUGAL.

Os obsessores atraem para o obsedado, pessoas com necessidades afetivas e determinados desejos sensuais.
Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática levando a vítima ao desinteresse gradual e à infelicidade incitando-o ao sentimento de culpa.
Terapêutica – Eis porque o casal deve cultivar o Cristo no Lar. O trabalho persistente na seara do bem, a oração constante e a harmonia em casa, são recursos de valor inestimável para proteger a família das investidas das entidades infelizes:
” Vigiai e orai para não cairdes em tentação ” – disse Jesus.

Separação

O homem da atualidade tem encarado com muita naturalidade a separação conjugal, não exigindo motivos muito fortes para consumá-la – uma simples incompatibilidade de gênios.
À luz do Espiritismo, a separação se constitui em decisão muito séria, que só deve ser tomada em situações extremas.
A maioria dos casamentos na Terra, por serem provacionais, requerem muita renúncia para serem levados até ao fim.
Frequentemente os casais confundem diferenças de gostos e ideais com incompatibilidade. É muito raro que as pessoas não apresentem tais diferenças.
É necessário aprenderem a dialogar e a se respeitarem mutuamente, e assim poderão viver em paz no lar. Mas o egoísmo leva o casal a  agir de forma antagônica.
Sob o ponto de vista espiritual é recomendado o esforço para melhorar-se a si próprio, tomando consciência dos seus defeitos corrigindo-os, auxiliará à melhoria da relação, possivelmente convertendo aversões do pretérito em razoável amizade.
A separação não será solução pois significará o protelamento de reajustes indispensáveis e, por conseguinte, a falência da união perante as Leis de Deus.
Quando envolve filhos, a separação pode significar profundas alterações de raiz imprevisível, desviando-os do curso da própria vida, em situações por vezes debilitantes e de graves conseqüências – vícios, desajustes psicológicos, etc.
Se for desejada por um dos cônjuges por fuga ao compromisso assumido, não haverá outra alternativa senão aceitá-la pacificamente.
Neste caso, se a relação implicava reajuste, àquele que sucumbiu ao seu compromisso será exigido resgate futuro.
Mesmo assim não devemos julgar os motivos de uma separação. Cada caso é um caso.

Romantismo

A preservação do romantismo é indispensável à consolidação da vida conjugal.
Muitas vezes o romantismo se dilui devido a vários fatores do quotidiano e envolvência excessiva pela rotina diária, conduzindo o afeto mútuo ao engano através de decepções, indiferença, desprezo, falta de diálogo, egoísmo, grosseria, maus tratos, infidelidade, etc.
A mente tem papel importantíssimo neste assunto. Se ela está voltada constantemente para a pessoa amada, nosso sentimento para com ela aumenta, evolui.
Lembra-se quando você estava apaixonado pelo seu companheiro?
Pequenos gestos são importantes e afastam a indiferença que afeta corrosivamente a relação a dois.
É muito importante continuar com as suas “pequenas investidas” no seu parceiro, tal como no princípio, mantendo a chama acesa.
Se a fase da vida não lhe permite vivenciar este romantismo, seja qual for a razão, então encontre na amizade e carinho pelo seu parceiro o caminho para o mais elevado sentimento de amor espiritual, dando-lhe muita ternura de forma prazerosa sem nada querer receber.
Jesus nos ensina que onde está o nosso tesouro aí está também o nosso coração.
Se um cônjuge considera o outro o seu tesouro, com ele estará o seu coração e toda a sua afetividade.

(Questão 298 do Livro dos Espíritos)
As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem  em alguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um se reunirá?
“Não; não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.”

(Questão 303 do Livro dos Espíritos)
Podem tornar-se de futuro simpáticos, Espíritos que presentemente não o são?
“Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário.”

(Questão 303 a) do Livro dos Espíritos)
Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?
“Certamente, se um deles for preguiçoso.”

Kardec ainda complementa:

A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo de suas ideias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos, tenham, fatalmente, que se unir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo.

Fonte: Diálogos Espíritas / Junho de 2005
CENTRO ESPÍRITA PERDÃO E CARIDADE – LISBOA

 

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